Advento

Eis que chegamos ao fim de um ano celebrativo, tempo de olhar para trás e agradecer, tempo de refazer caminhos e abrir novos para o novo que vem. É Advento, esperança para a terra seca e árida, expectativa regada pela esperança que não decepciona, esperança que provoca a vigilância em nós, quais virgens prudentes que trazem óleo de reserva. O coração começa a pulsar forte porque virá o dono dos talentos pra nos pedir conta dos que recebemos, cada qual dentro de suas capacidades. Não, não há o que temer! Ele virá como um menino, isso mesmo, um menino deitado numa manjedoura. Que fabuloso! Quanta simplicidade! Chega a nos constranger pensar que Ele, o Verbo, tenha descido tanto pra despertar aqueles que escondem egoisticamente os seus talentos.

Mas não há com que se entristecer, pois o menino é pastor; cuida, busca, reconduz e sara a ovelha ferida, extraviada, perdida e doente. É, portanto, tempo de celebrar a vinda! Tempo de gritar forte e mais forte: Vem, Senhor Jesus! Vem derramar o orvalho da manhã em nossas noites escuras, vem abaixar as colinas de nosso ego inchado e humano, vem aplainar os caminhos tortuosos e sê tu a nossa paz.

Abençoado Advento.

Com carinho,

Pe. Marcos Andrade Pároco